Floresta e Uso do Solo

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Uso do Solo

De modo a compreender as alterações do uso do solo, recorreu-se à análise de imagens de satélite após análise sensorial do ano de 2016 (ano base) e do ano de 2020.

Essa análise permite concluir que em 2016, cerca de 95% da área total da RAP era ocupada por floresta, dividida por três tipologias florestais: Floresta de Baixa Altitude (43%), Floresta de Sombra (44%) e Floresta Secundária (8%).

No entanto, através da análise das imagens, é possível denotar a perda de algumas áreas florestais para áreas agrícolas e assentamentos urbanos, diminuindo a percentagem de área ocupada por floresta para 94%, sendo a região da Floresta de Sombra onde ocorreu a maior percentagem de transformação de área florestal noutros usos do solo.

Como explicitado na metodologia, através da análise das imagens de satélite de 2016 e 2020 foi possível determinar uma matriz de evolução do uso do solo que permitiu, através de software informático, obter uma projeção das alterações no uso do solo até 2050.
Com o crescimento populacional e com o desenvolvimento económico, é natural que exista a necessidade de transformar áreas florestais em explorações agrícolas e em assentamentos humanos. A evolução do uso da floresta para o cenário João Dias Filho é apresentada ao detalhe na animação lateral.
Segundo as projeções, em 2050, a floresta na RAP ocupará aproximadamente 87,5% da área total da região, o que representa uma redução de 7,5% face a 2016 e 6,5% face a 2020. Tendo em conta esta tendência é necessário minimizar a conversão de áreas florestais em outros usos, de modo a minimizar as emissões de GEE e a potenciar as suas remoções.

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Emissões Floresta e Uso do Solo

No cenário João Dias Filho, as projeções apontam para um aumento de 48% nas áreas de cultivo e agropecuária e de 22% nos assentamentos, em 2050 face ao ano base (2016). Regista-se, ainda, em 2050, uma redução de 75% na capacidade de absorção de carbono por parte as áreas florestais.

No entanto, com a introdução das medidas de mitigação, no cenário João Dias Pai, o aumento de emissões, no ano de 2050 face ao ano de 2016, é minimizado passando para um aumento de 38% nas áreas de cultivo, 48% na agropecuária e 8% nos assentamentos, sendo que a capacidade de absorção de carbono diminui 49% face a 2016.

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